sobre flores, moda e eternidade ~ capítulo I: o chamado a desacelerar
- caelen vargas

- 8 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de abr.
Para ouvir durante a leitura:
Você já imaginou o que aconteceria se moda e eternidade pudessem se encontrar?
Eu já. E descobri que esse encontro tem tudo a ver com as flores!
Uma nova estação está iniciando por aqui, mas antes de revelar o que florescerá, quero te levar comigo em uma jornada pela estação passada, em que Jesus ~ o doce jardineiro ~ firmou minhas raízes em silêncio e me conduziu a esta nova temporada.
✨️💐✨️
Desde que me lembro, sempre fui fascinada por artes, por moda e por tudo o que envolve criar beleza com as mãos ~ e, de alguma forma, sentia que isso era algo que Deus havia posto em meu coração.
Mas um dilema inquietava minha alma: como o Eterno, Aquele que existia antes da terra e jamais terá fim {Sl 90:2; Ap 1:8}, poderia estar em harmonia com algo tão passageiro quanto a moda?
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Em certo dia, ao assistir a um documentário, pensei ter encontrado a resposta. Descobri a necessidade de uma moda mais gentil, como resposta ao cuidado que Deus nos confiou, afinal foi Ele mesmo quem nos ordenou a cultivar e guardar o jardim: a Sua criação {Gn 2:15}, a terra com que ele nos presenteou.
Tocada por essa descoberta, doei com todo meu coração o meu tempo e talentos por esse propósito — mas, sem perceber, acabei me perdendo na pressa de fazer florescer o que Deus ainda regava em silêncio.
E essa pressa levou-me ao cansaço.
🌱
Foi então que Jesus me chamou a desacelerar: a voltar a costurar de forma poética, a bordar, a contemplar a criação, a desfrutar da boa arte e de bons livros, a investir tempo em oração e na leitura das Escrituras, e a desfrutar da Sua presença.
Nesses dias, as palavras de Jesus ecoavam em minha mente:
“Em vez de correr atrás da moda, caminhem pelos campos e observem as flores silvestres. Elas não se enfeitam nem compram, mas vocês já viram formas e cores mais belas?" {Lc 12:27}
Ao seguir esse conselho, percebi que a vida podia ter um sentido ainda mais belo e profundo.
Entendi que o cuidado com a obra da criação de Deus não se fundamenta em projetos humanos, mas na esperança cristã: a certeza de que, na eternidade plena, o próprio Deus restaurará todas as coisas por completo, e toda a criação será liberta e renovada por Sua ação redentora {Rm 8:19–22; Ap 21:1–6; 22:1–2,14}.
Porém, ainda restava uma dúvida: como criar, viver e desfrutar do presente, se agora meu coração ansiava pela eternidade?
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